15 de outubro de 2009

Comentarios da CBDT sobre a "Analise do Camp. Brasileiro"

George,
Muito importante o teu espaço na internet e forma genuína do teu comentário. Isto concede a oportunidade de esclarecer pontos de dúvida que certamente são comuns.

Concordo com a tua opinião, deveríamos melhorar o quadro de bandeirinhas, aliás, esta é uma discussão antiga da reunião plenária... Infelizmente os clubes preferem não ter este custo e suprir a necessidade a partir da sua estrutura o que nem sempre resulta em bandeirinhas qualificados.
Da forma que está cabe a CBDT apenas fiscalizar a existência de bandeirinhas.

Aliás, procedimento é similar para a arbitragem, onde a função da CBDT é gerenciar o quadro de árbitros apresentado pelos clubes/ estados quando do congresso técnico.
A grande dificuldade ocorre porque muitas vezes os clubes não apresentam os árbitros ou ainda os apresentados desaparecem ao longo do dia.
Observa que nesta última TBR, o RS que sediava o evento, não apresentou nenhum árbitro no congresso técnico.

Quanto as bolas é outra falha que seria importante alterar o regulamento.
A regra vigente desde 1997 funciona da seguinte forma: A CBDT indica a marca da bola (que mudou para Ludwig recentemente) e disponibiliza para as TBR um conjunto de bolas por ano.
Cada clube possui o direito de utilizar suas bolas ou as disponibilizadas pela CBDT (cabe ao árbitro sempre aprovar as bolas antes de cada jogo)
É de responsabilidade do clube organizador, manter, disponibilizar as bolas da CBDT antes de cada jogo e entregá-las ao próximo organizador.
É concedido o direito a cada equipe, através de seu capitão, o direito de limpar e preparar as bolas da CBDT antes do jogo.

A regra foi concebida desta forma justamente para que fosse possível garantir que as bolas estivessem em condições mínimas sem a necessidade de que para cada jogo fossem disponibilizadas bolas completamente novas. Foi definido assim também para garantir que cada equipe pudesse garantir o seu direito de jogar com bolas em boas condições independentemente de uma falha ou negligência por parte do clube organizador.

Outro detalhe que talvez mereça a correção seja o de dimensionarmos os custos de transporte/ acondicionamento ou o suprimento integral das bolas. Assim evitaria um eventual desgaste entre uma TBR e outra. É comum os clubes acondicionarem as bolas da CBDT junto as suas e assim perderem o controle.

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Um pouco de história:
Em diversas modalidades desportivas é comum que cada equipe apresente as suas bolas, no Punhobol funcionava assim para todos as competições até o Mundial 1995.
Em 1991,a Copa POA, foi pioneira em um movimento contrário, disponibilizando as bolas para a competição a partir do organizador do evento.
O raciocínio era simples. O clube costuma consumir bolas ao longo do ano. Tomando cuidado, um torneio quase não afeta o desgaste das bolas. Então bastava comprar as bolas do ano antes do torneio.
Esta prática logo foi que incorporada pela Torneio de Linz (Áustria) e posteriormente, pela IFA e principais federações européias.

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Seria um grande avanço se o organizador dispusesse as bolas e sua manutenção ou ainda se conseguíssemos aprovar um incremento da taxa para suprir os custos envolvidos, mas temo estarmos longe desta situação, pois o único clube que mantinha uma prática similar na América do sul em sua COPA, recentemente optou em abandonar.

Outra iniciativa que gostaríamos de implantar é aumentar tempo do congresso técnico para que seja possível rever a regra e regulamento em mais detalhe com a participação obrigatória do chefe da delegação e os capitães das equipes.

Temos observado que muitos desconhecem ou não se atualizam o que acaba gerando muita confusão ao longo das competições.

Obrigado pelo espaço.

Quatschi